Educação

20/03/2017

Escolas estaduais retornam à rotina, após paralisação

As escolas da rede estadual de ensino que aderiram à paralisação dos professores na semana passada retomaram as atividades nesta segunda-feira (20). O balanço de sexta-feira (17) apontava que apenas 6% das 2,1 mil unidades da rede pública estadual tinham paralisado. Quase 70% funcionava normalmente e pouco mais de 20% funcionou parcialmente.
A secretária de Estado da Educação, professora Ana Seres, destaca que a prioridade é o estudante e que o Governo do Estado permanece, como sempre, aberto aos debates com o sindicato da categoria.
AMADURECIMENTO - No Colégio Estadual Doutor Xavier da Silva, em Curitiba, os 780 estudantes do ensino fundamental e médio retornaram à rotina escolar. Segundo a diretora, Ednamar Salvina Silva, as atividades foram interrompidas apenas na quarta-feira. O expediente foi parcial na quinta-feira e sexta-feira (16 e 17). O Grêmio Estudantil do colégio teve um papel importante durante a paralisação, informando os estudantes sobre as aulas que não foram interrompidas. “Percebemos um amadurecimento muito grande dos alunos, que vieram para a escola nos dias que estávamos funcionando parcialmente”, disse Ednamar.
A preocupação da aluna Gabrielle Segala Soares, 16 anos, do 2° ano, é concluir o ensino médio com todos os conteúdos previstos na grade curricular e ter uma boa preparação para as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e vestibulares. “A minha expectativa é que seja um ano tranquilo, sem outras paralisações e que os lados envolvidos na greve pensem nos alunos para que possamos estudar com tranquilidade”, disse.
O estudante João Pedro Barbosa Hilgert, 16 anos, do 3° ano do ensino médio, lembrou que as paralisações dos últimos anos atrapalharam principalmente os alunos que estão concluindo o ensino médio. “Esperamos que as aulas continuem normalmente, porque nós, que estamos no terceiro ano, já fomos prejudicados com as interrupções dos últimos três anos. Agora é um momento de concentração e perder conteúdo é complicado, afinal o aluno é o mais prejudicado”, disse João.
MUDAR - Outra apreensão dos estudantes é com o posicionamento partidário das paralisações dos professores. “Como aluno eu acho importante que os professores busquem seus direitos, mas por outro lado, vimos nas últimas greves um discurso muito partidário, defendendo uma bandeira e uma ideologia que não é a da educação. Acho que deveria mudar esse discurso partidário e defender aquilo que se propõe a lutar, que é a melhoria da educação”, disse o estudante Mateus Vilanova dos Passos, 17 anos, 3° anos do ensino médio, que é presidente do Grêmio Estudantil.

Arquivo anexado:

Áudio:

Recomendar esta notícia via e-mail:

Campos com (*) são obrigatórios.