Emprego

17/09/2012

Contratação de jovens é tema de Fórum de Aprendizagem

A inserção de jovens aprendizes no mundo do trabalho foi tema do Fórum Regional de Aprendizagem do Paraná, realizado nesta segunda-feira (17) na Secretaria Estadual do Trabalho, Emprego e Economia Solidária, em Curitiba. Com o objetivo de abordar a importância da diversidade e do desenvolvimento de novos profissionais, o evento contou com a participação de empresas, jovens e instituições de promoção social de jovens e adolescentes.
Em agosto, as Agências do Trabalhador de todo o Estado passaram a realizar a intermediação do Programa Jovem Aprendiz, que promove atividades teóricas e práticas sob orientação de entidades qualificadas e com formação tecnoprofissional para jovens com idade entre 14 e 24 anos. Os alunos devem estar matriculados ou frequentando a escola, caso não tenham concluído o ensino médio.
Para o secretário estadual do Trabalho, Emprego e Economia Solidária, Luiz Claudio Romanelli, o fórum é fundamental para buscar a integração entre o Sistema Público de Emprego, empresas e entidades que desenvolvem projetos voltados aos jovens. “Através do Programa Jovem Aprendiz é possível aumentar o número de jovens com oportunidade de acessar o mercado de trabalho”, afirma.
Segundo Romanelli, adolescentes oriundos de famílias com menor renda e que estudam em escolas públicas têm prioridade. “Muitos deles interrompem os estudos, devido à necessidade de trabalhar para completar a renda familiar. O Jovem Aprendiz é uma das formas de superar esta situação, já que no programa eles estudam e ao mesmo tempo se capacitam para buscar uma boa colocação. E os trabalhadores qualificados são mais valorizados pelas empresas”, disse.
Além de contribuir com a formação pessoal e profissional de jovens, ao contratá-los as empresas também cumprem a lei que exige cota de aprendizes. As Leis nº 10. 097/00 e 11.180/05 determinam que empresas de médio e grande porte contratem como aprendizes entre 5% e 15% do total de trabalhadores efetivos e matriculem-nos em serviços nacionais de aprendizagem. A contratação de aprendizes é facultativa para microempresas e empresas de pequeno porte.

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