Ciência e Tecnologia

08/08/2012

Tecpar vai ajudar Acre a diversificar economia

As experiências em biocombustíveis, certificação, incubação de empresas inovadoras desenvolvidas pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) vão ser passadas para o Acre, que busca diversificação econômica e atrair empresas de tecnologia. O estado quer criar cinco tecnoparques nas cinco cidades em que foi instalado o Instituto Federal do Acre (IFAC).
“O Tecpar tem experiência, conhecimento e disposição para apoiar o IFAC e o estado do Acre no processo de desenvolvimento tecnológico e social”, afirma o secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Alípio Leal. De acordo com o diretor-presidente do Tecpar, Júlio C. Felix, 60% das atividades atendem o Paraná e 40% são voltados ao País, com vacinas, kits diagnósticos de doenças e outros produtos. “O Tecpar também atua em outros países da América Latina e Europa - diretamente ou por parcerias. Na região amazônica, desenvolve atividades de certificação de produção orgânica e de manejo florestal”.
“A ideia é estabelecer parcerias e aproveitar o conhecimento acumulado do Tecpar e de outras instituições, referências em tecnologia, para poder dar respostas mais rápidas às demandas do Acre, atraindo empresas do setor de tecnologia da informação (TI), inovação, biotecnologia e produção de fármacos”, conta o reitor do IFAC, Marcelo Minghelle.
DIVERSIDADE – Ele citou o caso do óleo de copaíba, que tem 10 patentes, mas nenhuma brasileira. “O Tecpar, por ser uma empresa pública, pode nos auxiliar na transformação do Acre, que é um estado estratégico”, afirmou Minghelle. A construção de rodovias transformou o estado em importante ligação com o Oceano Pacífico.
O óleo de copaíba tem propriedades cicatrizantes e cerca de 50 aplicações. Além de agir restabelecendo as funções das membranas mucosas, é indicado como estimulante, diurético, laxativo, expectorante e antisséptico do aparelho urinário.
Com 80% do território composto por reserva de mata amazônica e população de apenas 800 mil habitantes, o Acre tem sua economia limitada a atividades extrativistas, construção civil e frigoríficos. Nas últimas décadas, porém, passa por processo de organização institucional sedimentando as bases para o desenvolvimento tecnológico e social. A criação dos institutos em Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Sena Madureira, Tarauacá e Xapuri aumentou os índices de educação do estado.
INCUBADORAS – Para a implantação dos tecnoparques no Acre, Felix disse que a incubadora é o primeiro passo. “Temos a Incubadora Tecnológica de Curitiba (Intec) do Tecpar - uma das primeiras do Brasil, considerada por duas oportunidades a melhor do país. Estamos envolvidos na constituição de três parques tecnológicos”, disse Felix.
Ele explicou que o campus do Tecpar em Jacarezinho está sendo transformado em parque tecnológico com o apoio da Intec e o de Araucária passa por reformas estruturais para abrigar um parque tecnológico da saúde. Em Maringá, o Tecpar recebeu em doação da prefeitura uma área dentro da recém-constituída Cidade Industrial de Maringá (CIM) para apoiar um parque tecnológico.

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